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Janeiro Roxo chama atenção para a hanseníase e reforça a importância do diagnóstico precoce

Por Ayra Rosa em

A campanha Janeiro Roxo mobiliza instituições de saúde, profissionais e a população para ampliar o conhecimento sobre a hanseníase, uma doença infecciosa crônica que, apesar de ter cura, ainda exige atenção constante das políticas públicas de saúde. A iniciativa tem como foco principal a informação, o enfrentamento ao preconceito e o incentivo à busca por atendimento logo nos primeiros sinais da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo afetar olhos, mãos e pés. Quando não tratada precocemente, pode gerar incapacidades físicas e impactos sociais importantes. No entanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado interrompem a transmissão e garantem a cura.

O mês de janeiro foi escolhido por abrigar o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado no último domingo do mês, reforçando a necessidade de manter o tema em evidência e fortalecer as ações de vigilância, prevenção e cuidado ao longo de todo o ano.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países com maior número de casos novos de hanseníase registrados anualmente, o que evidencia a relevância da campanha e da ampliação do acesso à informação e aos serviços de saúde. A OMS destaca que a hanseníase é uma doença curável e que o tratamento precoce impede a evolução para formas mais graves e evita a transmissão.

O Ministério da Saúde alerta para os principais sinais e sintomas, como manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamento ou dormência em mãos e pés, diminuição da força muscular e lesões que não apresentam dor ou coceira. Ao perceber qualquer um desses sinais, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

O tratamento da hanseníase é realizado por meio da poliquimioterapia, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com duração que pode variar de seis a doze meses. Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença e pode manter sua rotina normalmente.

Além do cuidado clínico, o Janeiro Roxo busca romper o estigma histórico associado à hanseníase. A doença não é hereditária, não está relacionada à falta de higiene e pode atingir qualquer pessoa. A informação correta é uma das principais ferramentas para garantir dignidade, acolhimento e acesso ao cuidado.

A Prima Qualitá Saúde reforça seu compromisso com a promoção da saúde, a disseminação de informações baseadas em fontes oficiais e o fortalecimento das ações de prevenção e diagnóstico precoce, alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde.

Texto: Ayra Rosa